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Vocacional

 

 

“Senhor, eu vos quero, inteiro, em minha vida. Quero andar convosco, viver convosco, partilhar convosco minha vida, pois sou um só convosco. Nessa aliança, eu sou vosso e vós sois meu!”

( Em Busca de Deus, cap.I § 41)

 

 

 

 “O Senhor me chamou desde o seio materno, desde o ventre de minha mãe repetiu para si o meu nome.” (Is 49,1)

 

O chamado de Deus acontece num encontro de amor. Após seduzir o nosso coração com Seu amor, Jesus nos olha nos olhos e, carinhosamente, nos diz: “Segue-me!”.

 

Sua voz doce e terna permanece ressoando no íntimo da alma, enquanto uma mudança de valores e ideais vai ocorrendo dentro de nós sem percebermos.

 

Então, passamos a experimentar uma sensação de vazio e perda de sentido nas coisas que, antes, encontrávamos prazer. Sentimos uma inquietação na alma, enquanto o coração clama por dizer-Lhe “Sim”.

 

Se dentro do seu coração há uma busca de sentido e um desejo de ir além, de buscar a Deus de forma intensa, profunda e incondicional, como Ele mesmo o(a) buscou, creia, você é um escolhido!

 

Por isso, coragem! Não tenha medo de corresponder a este amor tão grande! Entregue sua vida a Deus da mesma forma que Ele se entregou por você. Seja um Monge da Trindade!

 

 

 “Eu te chamei pelo nome. Tu és meu!” (Is 43,1)

 

 

 

 

Etapas de Formação

 

 

O processo de acompanhamento vocacional começa com um primeiro enamoramento. Você se interessa pela nossa vida e vamos mostrando-a para você. Depois, caso você não seja de Monte Sião, marcamos um dia para você vir nos conhecer pessoalmente: você virá até aqui passar alguns dias ou o final de semana para que possa acompanhar a nossa vida mais de perto. E quando tiver certeza do que quer, pedirá ao nosso pai (nosso Abba) para iniciar o tempo do Aspirantado.

 

 

O Aspirantado leva de 1 ano (mínimo) a 1 ano e meio (máximo).  Durante esse processo, vivido fora do Mosteiro, você será acompanhado por um dos nossos formadores, que, depois, com o seu ingresso no Mosteiro, continuará a ser o seu formador.

 

 

Ao ingressar no Mosteiro, você se torna um postulante, dando-se início ao tempo do Postulantado, que pode durar de 1 ano a 1 ano e meio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Após esse tempo, se aprovado pelo Capítulo, você se tornará um noviço, pois vem o tempo do Noviciado, que dura 2 anos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Aprovado para a Profissão Simples ou Temporária, que tem a duração de três anos, você se tornará um Professo Simples, preparando-se por mais 3 anos para dar definitivamente o seu “sim” a Deus em nossa família monástica.

 

 

 

 

 

 

 

 

Se aprovado pelo Capítulo, você fará a Profissão Solene ou Perpétua, ou seja, para sempre, consagrando-se a Deus por toda a sua vida.

 

 

 

 

 

 

 

O período de formação, com suas etapas e exigências, tem por finalidade levar você a discernir a chamado de Deus para sua vida, conhecer a vocação dos Monges da Trindade, a nossa vida, a nossa Regra e Espiritualidade, aprofundar e alcançar uma profunda comunhão com Deus, a maturidade humana necessária para uma opção consciente e tornar-se capaz de viver uma autêntica comunhão fraterna, formando com todos uma família, reflexo da Santíssima Trindade.

 

 

 


 

 

Nada além de Vós

 

“Senhor, meu Deus, não quero nada mais além de Vós, eu não quero ninguém mais, pois meu coração se rendeu aos vossos encantos.

 

Vós me olhastes, me amastes, e naquele instante eu compreendi que me chamáveis para viver de Vós e convosco, percebi que nada neste mundo se compara a Vós, ó Amor, e, por isso, nada poderia satisfazer o meu coração seduzido e apaixonado!”

 

( Carta – Consagrados à busca de Deus como Único Absoluto)

 


 

“O MOSTEIRO é uma escola, uma escola em que aprendemos a ser feli­zes. Nossa felicidade consiste em partilhar da felicidade de Deus, da perfei­ção de sua ilimitada liberdade, da perfeição de seu amor.

 

O que tem de ser sanado em nós é nossa verdadeira natureza, feita à se­melhança de Deus. O que temos de aprender é o amor. A cura e o aprendiza­do são a mesma coisa, pois no mais profundo de nossa essência somos feitos à semelhança de Deus por causa de nossa liberdade, e o exercício dessa liberdade nada mais é do que o exercício do amor desinteressado – o amor de Deus por causa dele mesmo, porque ele é Deus.

 

O começo do amor é a verdade, e antes de nos conceder seu amor, Deus precisa purificar nossa alma das mentiras que estão

dentro dela. E a maneira mais eficaz de nos desprendermos de nós mesmos é fazer com que nos detestemos pelo que nos tornamos pelo pecado, para que possamos amá-lo re­fletido em nossas almas que ele refez por seu amor.

 

Este é o sentido da vida contemplativa e o sentido de todas as regras, observâncias, jejuns, obediências, penitências, humilhações e trabalho aparen­temente sem significado que constituem a rotina da existência num mosteiro contemplativo. Tudo isso serve para nos lembrar o que somos e quem Deus é… de modo a ficarmos nauseados de nós mesmos e nos voltarmos para ele. E, ao final, encontraremos Deus em nós, em nossas naturezas purificadas que se tornaram o espelho de sua grandiosa divindade e de seu amor eterno…”

 

Thomas Merton

 

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Monges da Trindade